Diabetes


Diabetes, é possível prevenir?

Estudos recentes apontam para um aumento do número de casos de diabetes em Portugal. Segundo os últimos dados do Observatório Nacional de Diabetes, mais de um quarto da população portuguesa (entre os 60 e os 79 anos) têm diabetes, no entanto, nos últimos anos os casos de crianças e jovens também tem vindo a aumentar, principalmente nas diabetes de tipo 1. Entre 2000 e 2010 o número de registos de novos casos entre jovens duplicou, não havendo até ao momento uma explicação concreta. Por outro lado, também o número de casos da diabetes de tipo 2 têm vindo a aumentar (sobretudo na população entre os 20 e os 39 anos). Se no primeiro tipo de diabetes, não existe nenhuma alternativa senão a insulina, na de tipo 2, a adopção de um estilo de vida saudável faz toda a diferença.
De acordo com o Portal da Saúde do Ministério da Saúde, existem vários grupos de risco com fortes probabilidades de virem a ser diabéticos. A saber: pessoas com familiares directos com diabetes; e que sofram de obesidade ou com tensão arterial alta ou níveis elevados de colesterol no sangue; mulheres que contraíram diabetes gestacional na gravidez; crianças com excesso de peso ou superior a 4 quilos à nascença; doentes com problemas no pâncreas ou doenças endócrinas.

Diabetes Tipo 1
Doença autoimune em que o sistema imunológico, em vez de defender o corpo das doenças, age de forma contrária, combatendo o próprio organismo, ou seja, atacando e destruindo as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. A produção do pâncreas é quase nula o que leva à toma diária de insulina pelo doente.
Este tipo de diabetes aparece mais frequentemente na infância, adolescência e primeiros anos da vida adulta, sendo os sintomas mais frequentes o cansaço generalizado, a sede excessiva, o aumento da quantidade de urina e perda de peso.

Diabetes Tipo 2
A mais comum de todas elas, aparece geralmente após os 40 anos. Os motivos que levam a esta anomalia ainda são desconhecidos, no entanto, sabe-se que está muito associada à obesidade, à velhice, à diabetes gestacional e a factores hereditários.
Neste tipo de diabetes o pâncreas produz as quantidades necessárias de insulina, mas o organismo não consegue utilizá-la de forma efectiva. Para além dos sintomas referidos na diabetes de tipo 1, podem ainda ocorrer naúseas, infecções frequentes, visão turva, mãos e pés dormentes, alterações dos estados de ânimo, e nalguns casos comichão na pele, impotência sexual ou dificuldades de cicatrização.

Diabetes Gestacional
Caracterizada por um aumento do nível de açúcar no sangue que aparece pela primeira vez na gravidez, atinge cerca de 4% das mulheres grávidas, podendo desaparecer após o parto ou transformar-se em diabetes de tipo 2.
A obesidade e os antecedentes familiares constituem factores de risco.

Resumindo se na diabetes tipo 1 a única solução é a toma diária de insulina, está provado que no caso do tipo 2, esta poderá ser controlada, nos casos mais ligeiros, quase sempre, sem o recurso a fármacos, bastando para tal seguir as seguintes indicações: adopção de um estilo de vida saudável, controlo do peso, prática de actividades física e não beber álcool nem fumar. Será esta uma daquelas situações em que o esforço compensa? Partilhem connosco a vossa opinião.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s